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TANTRA CHAKRAS
 

No decorrer de uma vida, todos têm oportunidade de vivenciar a plenitude do Ser ao vivenciar as diversas fases da existência através da correta energização de cada um dos sete Chakras principais.

É como se tivéssemos uma história para contar, história com princípio, meio e fim, cujo final seria sempre feliz, pois teríamos passado pelas diversas fases da vida sem nos identificarmos com nenhuma delas e, finalmente, viveríamos a plenitude do Ser.

CHAKRAS
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Chakra Básico

A vida é um processo de autoconhecimento e é iniciada na hora em que somos gerados, desenvolvendo a partir daí as características do primeiro Chakra, o básico ou raiz, chamado em Sânscrito Muladhara, que é considerado o início e o fim de toda uma história de vida.

Esse Chakra é básico porque nele começamos a desenvolver as características da nossa personalidade, o nosso desenvolvimento físico, mental e espiritual. Nesta fase da vida aprendemos a andar e, literalmente, a ficar em nossas próprias pernas.

Manifestamos, então, a necessidade da lógica, da ordem e de nos estruturarmos, nos orientando no tempo e no espaço, desenvolvendo a nossa percepção através dos cinco sentidos.

Neste nível, somos completamente dependentes dos nossos pais (cuidados, atenção, afeição, higiene, alimentação) e por isso desenvolvemos os nossos primeiros conceitos de lealdade, identidade e código de honra familiar. Estabelecemos as nossas raízes, identificamos a nossa tribo ou o nosso clã.

É fundamental para a nossa caminhada estarmos com este Chakra bem estruturado, pois a estabilidade psicológica se origina na unidade familiar, nosso primeiro ambiente social.

Chakra do Umbigo

O segundo passo nesse caminho é chamado Svadhisthana Chakra, que significa "Suporte do Sopro da Vida".

Nesta fase se dá a descoberta da sexualidade, o surgimento das características masculinas e femininas da nossa personalidade.

Há o impulso de se voltar para fora do nosso clã, a necessidade de novos conhecimentos, de novos relacionamentos, de estabelecer novas amizades, de expandir o ambiente físico.

Neste nível, desenvolvemos um senso de identidade pessoal, de limites psicológicos, de avaliação de nossas forças pessoais, modificando com isso a nossa forma de interagir, não só com a nossa família, como também com o mundo ao nosso redor.

É importante, para a nossa caminhada, desenvolvermos nesta etapa da vida a auto-suficiência, o instinto de sobrevivência, a habilidade para sobreviver, para se defender, para se proteger, para estar bem no mundo que nos cerca e desenvolver o talento de tomar decisões pessoais na hora certa.

Chakra Plexo Solar

O terceiro Chakra, Manipura, que significa "Cidade das Jóias", influência a terceira etapa, quando chegamos à fase da adolescência, a fase em que nos voltamos, aparentemente, contra a figura materna ou paterna para podermos nos afirmar como uma personalidade independente e conhecedora dos nossos limites; por isso, o Manipura também é chamado de "Centro do Poder Pessoal".

Aqui se dá a formação da noção do "eu", esse eu que se identifica com o corpo, com a mente ou com o intelecto e que está sujeito aos pares de opostos, gostos e aversões, tais como: feio e bonito, bem e mal, etc.

Neste nível ocorre a passagem do modo como nos relacionamos com as pessoas para o modo como nos relacionamos e compreendemos a nós mesmos.

Este Chakra é também considerado o centro das emoções e por isso é imprescindível que se desenvolva na personalidade, entre outras coisas, a auto-estima, o auto-respeito, a autodisciplina, a generosidade, a ética e a força de vontade para não ficarmos ao sabor das emoções.
Nesta etapa da vida viramos um estudante.

Chakra Cardíaco

O quarto Chakra é o Anahata, "Som Místico", e é assim chamado porque se diz que a concentração nele permite escutar Deus, isto é o som primordial que surge sem o choque de dois objetos.

O Yantra (símbolo geométrico) do Anahata são dois triângulos que se interpenetram, semelhante à estrela de Davi, e que representam o encontro de Shiva/Shakti (características masculinas e femininas da nossa personalidade), significando que cada indivíduo deve estar bem consigo mesmo para então poder criar uma parceria íntima de sucesso.

O casamento é visto, neste nível, como a união de dois seres que se amam com a intenção de uma evolução consciente.

Podemos deduzir que neste nível começamos a ter a necessidade de nos interiorizarmos e desenvolvemos uma forma de personalidade mais abrangente, em que a individualidade e o sentimento de universalidade começam a se fundir.

O Anahata corresponde ao nível afetivo, e nesta faixa etária já estaríamos com os pés no chão (Muladhara), com força para vencer os obstáculos que a vida nos impõe (Svadhisthana), com a nossa personalidade bem estruturada (Manipura), e aí, então, começaríamos a pensar em experienciar uma parceria mais profunda com o outro ou a outra, sem abdicar, no entanto, da nossa própria individualidade.

Neste Chakra já se tem a necessidade de uma entrega a uma força superior, que alguns chamam de Deus e que se compreende como sendo "Amor", daí surgir a necessidade de uma religião que fale de amor e enalteça as qualidades desse sentimento. É interessante notar que muitas vezes, quando as pessoas têm uma forte decepção amorosa, se voltam para a religião como uma maneira de compensação e, então, entregam os seus sentimentos mais nobres a alguém que elas julgam jamais irá magoá-las.

Nesta fase da vida já estaríamos prontos para criar e manter o nosso próprio clã; por isso, essa etapa é denominada, segundo a tradição, de Grhastha (casado).

Chakra Laríngeo

O quinto passo, o Visuddha "Grande Pureza" está localizado no centro do pescoço e é considerado o Centro da Criatividade e Verbalização de todas as nossas emoções, sentimentos e sensações.

Neste nível se dá a compreensão de Deus Impessoal e, por isso, diz-se que o Visuddha é o centro do renascimento em termos espirituais, pois aqui se dá a liberação plena de nossa vontade à vontade Divina.

É interessante notar que na saída do útero materno temos que passar por um estreito canal, onde o nosso corpo é apertado e comprimido até conseguir sair e iniciar, com o primeiro alento, o ciclo da vida. É como se fosse um acordar para outra "realidade".

Nessa região (Visuddha), ocorre algo semelhante representado pela passagem da energia através do pescoço (parte estreita que liga o tronco à cabeça), onde todos os nossos valores, crendices e visão da vida devem ser abandonados para poder surgir o novo ser com a compreensão mais abrangente de Si mesmo, de Deus e da Vida.

Nesta etapa, já teríamos criado e preparado os nossos filhos para a grande experiência da vida e aí então poderíamos nos dedicar mais intensamente a buscar a resposta à pergunta que agora se tornou o objetivo maior de nossa vida:

Quem sou eu?

- Sou este ser limitado que se identifica com este corpo, esta mente ou este intelecto?

Esta região é chamada de "O portal da Grande Liberação", pois aqui se dá a necessidade do desenvolvimento dos potenciais latentes e o estudo da compreensão de si mesmo.

Nesta etapa da vida o indivíduo é denominado Vanaprastha (aposentado).

Chakra Ajna

O sexto Chakra é chamado de Ajna, que significa "Mando"; é também chamado de "Terceiro Olho", pois nele se dá a interação da mente e da psique, podendo levar à visão intuitiva e ao conhecimento (sabedoria).

Este Chakra envolve as nossas habilidades mentais em todas as suas formas, nos permitindo avaliar com clareza as nossas crenças e atitudes e nos dá uma compreensão precisa e um entendimento rápido do que está sendo lido, escutado e meditado.

Neste nível, o indivíduo se vê impelido constantemente a buscar a diferença entre a verdade e a ilusão e, embora ainda permaneçam as tendências da personalidade, o indivíduo já é considerado realizado, ou seja, consegue vivenciar na diversidade a unidade.

Segundo a tradição, neste sexto passo o indivíduo é denominado renunciante, pois aqui ele é capaz de, mesmo agindo, renunciar aos frutos da ação e é capaz de desapegar-se das percepções subjetivas e ver a verdade nas situações.

Chakra Coronário

O sétimo e último passo, Sahasrara, o "Lótus de Mil Pétalas", é o que conduz à liberação de todos os Sanskaras, tendências de virtude e pecado, e desejos reprimidos.

Neste Chakra o amor pessoal é transcendido e se vive o amor universal

Este nível é também chamado de Transpessoal ou Transcendental, pois se tem a consciência da realidade e a vivência da unidade do Ser.

Segundo a tradição, o indivíduo que chegou ao estágio de completo, absoluto é considerado o Sábio.

Ocorre nesta época, entretanto, uma grande dificuldade dos indivíduos vivenciarem plenamente os sentimentos, as sensações e as emoções de cada uma das etapas da vida ou destes níveis de consciência.

O trabalho de autoconhecimento é um caminho amplo que a todos convida.

É uma porta aberta, mas a admissão só é buscada por poucos.

Neste caminho você não pode ser um mero espectador.

Ele exige o seu envolvimento ativo. Você precisa agir !

Se seguir ensinamentos e executar práticas, produzirá uma mudança total na sua personalidade e, o que é mais importante, será o único responsável por essas mudanças.
Qual é a finalidade dessas mudanças ?

É perceber que você já é a felicidade que tanto busca. Não é uma simples aquisição de acervo intelectual.

É, em verdade, um reconhecimento de que você já é, sempre foi e será o objetivo de sua busca.

Diríamos que o buscador é o seu próprio objetivo.
Ao iniciar a sua caminhada, sua disciplina ou o seu processo, suas atitudes, seus valores e aspirações passam por uma transformação radical, que ocorrerá gradual e sistematicamente à medida que o processo vai agindo no seu próprio ritmo. Isto significa que cada disciplina tem seu próprio processo e seu próprio ritmo, que deve ser observado e preservado.

Esse processo é, em si mesmo, um segredo, pois é individual, frágil e precioso, e deve ser orientado e cuidado criteriosamente, porquanto reconhecer a nossa verdadeira natureza é um processo difícil e, na maioria das vezes, doloroso.

Ele exige que assumamos, espontaneamente, o compromisso de seguir o caminho que conduz à auto-realização.

Ele necessita que trabalhemos conscientemente com a parte mais íntima do nosso ser.

O processo requer que nos livremos dos antigos níveis de identificação, mas para isto é preciso que o reconheçamos.

Esses níveis de identificação, aqui referidos, estão ligados aos 7 Chakras principais, que correspondem aos 7 níveis de consciência preconizados.

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